Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Mudando...

Deixei Bukowski pra lá. Deixei jornalismo pra lá. Agora curso letras. Ao menos estudo algumas coisas interessantes e não descontrucionismo foucaultiano. Tenho ouvido menos música clássica. Na verdade, quase nada. Escrito menos. Trabalhando e infeliz, como sempre.

Tenho vontade de descobrir coisas boas na literatura brasileira, mas não é fácil. Redescobri Graciliano Ramos. É o nosso Hemingway estilisticamente. Confirmei que Machado de Assis é grande porque posso reler quantas vezes quiser seus livros e gostar. Fernando Pessoa é demais, pricipalmente seu heterônimo Álvaro de Campos, o mais histérico deles. Senhora é até legível, mas O Guarani é péssimo. Vale a pena ler Romance d'a Pedra do Reino de Suassuna, mas não ouça o que ele fala sobre política hoje em dia, pois é só bobagem. Devo muitas dessas descobertar ao Reinaldo Azevedo, no livro Contra o Consenso.

Descobri também Lúcio Cardoso - escritor mineiro que não se percebe nem que é brasileiro. Seus personagens e ambientes são assustadores. Deu-me uma angústia maior ao ler O Desconhecido e Mão Fechadas do que quando li O Estrangeiro de Camus.

Continuo procurando bons escritores brasileiros que não são lidos nas escolas...

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Para mim, assim eram os personagens de Proust.

Terraço em Sainte-Adresse, 1867, Monet.

Novamente este Monet.

Monet... impressões...



Cabana do Guard-Fiscal em Varengeville, 1882.

Este Monet é brincadeira. Impressionante...

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Decidi o que fazer.

Sabe, Si, quando me ligou dizendo que comprou o livro de um cara que foi até o banco, eu pensei no meu futuro. Talvez o meu futuro seja este, vagando de cidade em cidade vendendo um livro escrito por mim, um história real com nome de ficção, romance. Vagando de cidade em cidade... Vendendo uma história que talvez não interesse a ninguém.

Talvez interesse a dois ou três leitores. Serão suficientes pra mim. Dois ou três. Uma obra que já nasce morta, ainda assim é uma obra. De arte? Talvez. Um escritor de hoje. Escreve pra quem quer assistir à SKY ou entrar no ORKUT. Normal que seja descrito, mesmo que seja na prática, como um quase mendigo.

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Cromwell e Machado de Assis

"Deixemos a história com os seus caprichos de dama elegante. Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina; nenhum escreveu a confissão de Augsburgo; pela minha parte, se alguma vez me lembro de Cromwell, é só pela idéia de que Sua Alteza, com a mesma mão que trancara o parlamento, teria imposto aos ingleses o emplasto Brás Cubas. Não se riam dessa vitória comum da farmácia e do puritanismo. Quem não sabe que ao pé de cada bandeira grande, pública, ostensiva, há muitas vezes várias outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela, com ela caem e não poucas vezes lhe sobrelevam?", Machado de Assis em Brás Cubas.

Muito boa essa sobre história e interesses públicos e privados.

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Chopin

Não é sonata. É o Noturno número 2, Opus 9. Noturno é uma peça melancólica, como soa a obra de Chopin. A melancolia é o desespero contido, conformado. Proust sem Albertine. Albertine desaparecida.

Não sei o que fazer!

Bem, enquanto não decido se serei jornalista (não me agradaria muito) ou professor de história (dos males o menor), leio, ouço e assisto.

Estou procurando uma sonata de Chopin. Não sei nem se é sonata. Ouvi uma pianista tocando na TVE neste final de semana. A melodia me chamava, era lírica, emotiva. Que vontade de ler Proust novamente. Esquecer Crowmell e a biografia de Antonia Fraser. O livro é bem detalhado, com todas as informações possíveis. É a nossa razão lutando com a emoção, aquela luta eterna.

Voltei para Crowmell. A Irlanda já está dominada, falta a Escócia. Não me espanta que acreditassem tanto em Deus naquela época. Como conseguiriam aqüentar todas as espécies de dificuldades e violências. Bem, hoje não é diferente, mas ao menos lavamos as mãos antes das refeições.

Está na estante, me esperando, Madame Bovary. É, Crowmell, depois de tanta violência e guerras, um pouco de intrigas psicológicas.